Radar B.GOMarketing médico · IA · Trends
Edição nº 4Segunda-feira, 19 out 2026Foco · Marketing médico9 min de leitura

Ask Maps: a IA do Google que recomenda a clínica

O Ask Maps responde perguntas e indica onde ir. Movido pelo Gemini, o recurso conversacional do Google Maps cruza mais de 300 milhões de locais e avaliações de mais de 500 milhões de colaboradores para recomendar negócios em uma resposta só, sem lista de resultados. Na mesma semana, estudos reunidos pelo Search Engine Land mostraram que respostas ruins a avaliações afastam clientes e o ChatGPT parece ter parado de marcar o tráfego enviado aos sites. Para médicos e clínicas, o recado é claro: perfil do Google completo, páginas por especialidade e avaliações bem respondidas viram a vitrine que a IA lê antes do paciente.

Capa do Radar Médico nº 4

O que aconteceu

10 notícias
Marketing médico

Ask Maps: a IA do Google que recomenda a clínica

O Search Engine Land publicou um guia sobre o Ask Maps, recurso conversacional do Google Maps movido pelo Gemini e lançado em março. Em vez de várias buscas, o usuário faz perguntas detalhadas e recebe recomendações baseadas em mais de 300 milhões de locais e avaliações de mais de 500 milhões de colaboradores. A ferramenta considera lugares buscados ou salvos, condições em tempo real e, se o usuário quiser, dados do Gmail, com Agenda e outros apps previstos. O texto recomenda manter o Perfil da Empresa completo (categorias, horários, atributos e fotos), criar páginas de serviço e localização específicas, testar perguntas conversacionais e cruzar os temas recorrentes das avaliações com o que o site informa. O artigo não detalha em quais países o recurso está disponível.

Por que importaA escolha de clínica no mapa tende a sair de uma lista de resultados para uma resposta conversacional da IA, que lê perfil, site e avaliações juntos. Para a agência, revisar o Google Meu Negócio e as páginas de cada especialidade com foco nas dúvidas reais do paciente vira prioridade.
Fonte: Search Engine Land · 16/10/2026
Marketing médico

Resposta ruim a avaliação no Google afasta clientes

Guia do Search Engine Land reúne pesquisas sobre como respostas de donos a avaliações negativas no Google afetam a reputação. Segundo a GatherUp, 72% de quem deixa avaliação negativa espera resposta, 58% em até três dias, e 69% dariam nova chance ao negócio se o problema fosse resolvido. Pela BrightLocal, 80% têm mais chance de escolher empresas que respondem a todas as avaliações, e 50% evitam quem usa respostas genéricas. A Moz aponta que 46% evitariam com certeza um negócio que discute com clientes. O texto recomenda responder rápido, pedir desculpas, oferecer solução e um contato direto, e alerta que respostas agressivas podem reaparecer em buscas por IA.

Por que importaNa saúde, a forma de responder a uma crítica pesa tanto quanto a nota, e ainda precisa respeitar o sigilo do paciente. Vale a clínica ter um protocolo de resposta pronto, cordial e sem expor dados clínicos.
Fonte: Search Engine Land · 12/10/2026
Marketing médico

ChatGPT deixa de marcar o tráfego enviado a sites

O ChatGPT parece ter deixado de incluir o parâmetro utm_source=chatgpt.com nos links, adotado em junho, segundo o Search Engine Land. A mudança foi notada após o lançamento do GPT-6 e, sem UTM nem dados de referência, as visitas podem aparecer como tráfego direto. Cedric Huesler, da Adobe, analisou cerca de 500 páginas e viu o tráfego do ChatGPT cair cerca de 31 mil visitas por dia entre 9 e 13 de outubro, enquanto o direto subiu cerca de 26 mil. Em dois terços das páginas que perderam referências do ChatGPT, o tráfego direto aumentou. A OpenAI não confirmou se a mudança foi intencional.

Por que importaRelatórios de clínicas podem mostrar uma falsa queda de pacientes vindos de IA e um salto de acessos diretos sem explicação. A agência deve analisar referência, tráfego direto e conversões das landing pages em conjunto antes de tirar conclusões.
Fonte: Search Engine Land · 15/10/2026
Marketing médico

Meta mostra como empresas usam o Muse para anúncios

A Meta divulgou os usos mais comuns do Muse, seu pacote de agentes de IA para pequenas empresas lançado no fim de setembro. Segundo a empresa, o pedido mais frequente é avaliar o desempenho dos anúncios, com perguntas como quais peças funcionam melhor e por quê. Outro uso popular é montar campanhas por conversa, a partir de um briefing criativo anexado. Há ainda fluxos automatizados que ligam o conector do Meta Ads a ferramentas como Shopify, Canva e HighLevel para analisar produtos, definir a abordagem criativa e criar os anúncios. A Meta cita também a configuração de catálogos e a instalação do pixel, mas não divulgou números de uso.

Por que importaMédicos e gestores de clínica vão chegar com campanhas sugeridas pela IA da própria Meta, nem sempre alinhadas às regras do CFM. Cabe à agência mostrar onde o agente ajuda e onde a revisão humana de texto e segmentação continua obrigatória.
Fonte: Social Media Today · 18/10/2026
Marketing médico

29% das brasileiras não sabem prevenir câncer de mama

Pesquisa do A.C.Camargo Cancer Center com a Nexus, com 2.015 entrevistados em todo o país, mostra que 29% das mulheres dizem não saber como prevenir o câncer de mama, contra 25% em 2024. No total, 62% já fizeram autoexame, 54% já fizeram mamografia e 27% não fizeram nenhum dos dois. Entre as que não conhecem os métodos de prevenção, 55% nunca fizeram autoexame nem mamografia. O conhecimento varia com a renda, de 49% na faixa de até um salário mínimo a 79% acima de cinco salários, e é maior entre usuárias da rede privada (69%) do que do SUS (56%). O hospital lembra que a sobrevida global em cinco anos chega a 96% no diagnóstico em estágio I.

Por que importaOs números mostram que ainda falta informação básica, e não só campanha de conscientização genérica, no fim do Outubro Rosa. Mastologistas, ginecologistas e clínicas de imagem podem apostar em conteúdo simples sobre quando e como fazer os exames, com linguagem acessível.
Fonte: Medicina S/A · 19/10/2026
IA nas clínicas

66,1% dos médicos brasileiros já usam IA, aponta MV

A primeira edição da pesquisa MV Insights, da healthtech MV, mostra que 66,1% dos médicos participantes usam ferramentas de IA de forma regular ou ocasional. Entre eles, 56,6% aplicam a tecnologia em apoio à decisão clínica, como interpretação de exames, sugestão de CID e correlação de sintomas. A confiança média na IA é 26% maior entre quem usa com frequência do que entre quem nunca testou. Médicos com 6 a 20 anos de formação são os mais dispostos a pagar do próprio bolso (85,7%), com gasto mensal estimado de R$ 111. As maiores barreiras são o custo (30,4%) e a integração com prontuário e sistemas de gestão (22,3%); a amostra teve 196 profissionais, sendo 112 médicos.

Por que importaO médico de meia carreira já paga por IA e é um público receptivo a conteúdo e serviços sobre o tema. Para a agência, mostrar como a IA se integra ao prontuário e à rotina da clínica responde à principal dúvida desse público.
Fonte: Saúde Digital News · 15/10/2026
IA nas clínicas

IA no WhatsApp multiplica por 24 agendamentos em clínicas

A Caretech, healthtech de agentes de IA para agendamento, divulgou que seus sistemas marcaram 72.958 consultas e exames entre outubro de 2025 e agosto de 2026, em 40 organizações e 102 clínicas. Os agendamentos mensais cresceram 24 vezes desde o primeiro mês completo de operação. Na Segmedic, rede ambulatorial do Rio de Janeiro, a IA atendeu 33.726 conversas no WhatsApp em agosto e resolveu 66,6% sem intervenção humana, contra 58% em maio. O tempo de resposta da IA foi de 8 segundos, frente a uma mediana de cerca de 50 minutos após transferência para humano, e 1.813 marcações ocorreram fora do horário comercial. Os dados são da própria empresa, que estima retorno de cerca de R$ 14 por real investido com base em tíquete médio presumido de R$ 100.

Por que importaO caso mostra que boa parte da demanda chega à noite e no fim de semana, quando a recepção não responde. Antes de aumentar a verba de anúncios, vale a clínica medir quanto perde por demora no WhatsApp.
Fonte: Saúde Digital News · 16/10/2026
Ética & regulação

Sírio-Libanês confirma acesso indevido a dados de saúde

O Hospital Sírio-Libanês informou ter identificado, em 21 de setembro, um possível acesso não autorizado a um sistema interno de relatórios ligado a projetos sociais da instituição. Podem ter sido expostos nome, RG, CPF, endereço, e-mail e telefone de pacientes e colaboradores, além de dados sensíveis como informações de saúde e raça ou etnia. O hospital afirma que a base geral de pacientes não foi atingida, que a assistência segue normal e que não há evidência de vazamento público ou uso indevido até agora. O caso foi comunicado à ANPD e à Polícia Federal, e os titulares estão sendo notificados. A instituição alerta para contatos fraudulentos e diz que não pede senhas, códigos ou pagamentos por telefone, mensagem ou e-mail.

Por que importaÉ mais um grande hospital atingido em outubro, e golpes que usam o nome da instituição costumam vir depois. Clínicas devem revisar quem acessa planilhas e sistemas com dados de pacientes e avisar nas redes que não pedem pagamentos por mensagem.
Fonte: Saúde Digital News · 16/10/2026
Tecnologia & plataformas

Getty Images vai pedir recuperação judicial sob pressão da IA

A Getty Images prepara pedido de Chapter 11, a recuperação judicial dos Estados Unidos, e deve voltar ao controle privado, com aporte de até US$ 533 milhões da família Getty e da Koch Equity Development. A empresa tinha cerca de US$ 2,1 bilhões em dívidas no fim de junho, e os credores aceitaram eliminar US$ 270 milhões em títulos. No segundo trimestre, a receita caiu 2,5%, para US$ 229,1 milhões, enquanto a fotografia editorial cresceu 9,2%. Os assinantes ativos do iStock caíram de 321 mil para 240 mil em um ano, queda atribuída em parte à IA generativa e à redução do tráfego de busca. A empresa diz que fotógrafos e clientes não devem ser afetados.

Por que importaO banco de imagens genérico perde espaço para a IA, e o conteúdo de clínica que se destaca é cada vez mais a foto real da equipe e do espaço. Para a agência, investir em produção própria reforça autenticidade e evita imagens de IA que confundem o paciente.
Fonte: B9 · 14/10/2026
Trends & formatos

TikTok: 'Responda em uma palavra' e Halloween lideram trends

A lista semanal de tendências do TikTok da agência NewEngen, atualizada em 14 de outubro, traz dez formatos em alta nos Estados Unidos. Entre eles está o "Answer in One Word", em que criadores fazem perguntas pessoais ao ChatGPT, a amigos ou à família exigindo respostas de uma só palavra. Também aparecem trends de Halloween, como o desfile lento de fantasias com "Ramalama (Bang Bang)", de Róisín Murphy, e a ilusão de ótica da cabeça de abóbora. Outros destaques são o "Be OK", que combina dança com confissões na tela, e a transição com hélice de ventilador para trocar de roupa. O relatório lembra que o TikTok tem mais de 1 bilhão de usuários mensais.

Por que importaO formato de resposta em uma palavra adapta bem para mitos e verdades rápidos com o médico, sem dancinha nem exposição de paciente. Trends de Halloween têm prazo curto e só valem se o tema de saúde tiver ligação natural com a data.
Fonte: NewEngen · 14/10/2026

Ideias de conteúdo

4 pautas prontas
Reels

Como escolher um especialista com segurança

“Você pesquisou "dermatologista perto de mim". Agora, como saber se é a escolha certa?”
Ver a pauta completa

Médico em plano médio no consultório. Cena 1: a busca no celular, sem mostrar nomes de concorrentes. Cena 2: três checagens simples em cartelas (registro no CRM, RQE da especialidade, informações claras sobre o atendimento). Cena 3: por que avaliações ajudam, mas não substituem a consulta. Cena 4: convite para tirar dúvidas na primeira consulta.

CTA
Salve para usar na próxima vez que procurar um médico.
Para quem
Médicos de todas as especialidades e clínicas que investem em Google Meu Negócio.
✓ Não comparar com outros profissionais, não prometer resultado e não citar preço. Informar CRM e RQE, conforme a Resolução CFM 2.336/2023.
Carrossel

Mamografia e autoexame: o que cada um faz

“29% das brasileiras dizem não saber como prevenir o câncer de mama. Vamos simplificar.”
Ver a pauta completa

Slide 1: o dado da pesquisa do A.C.Camargo com a fonte. Slide 2: o que é o autoexame e o que ele não substitui. Slide 3: para que serve a mamografia. Slide 4: quando conversar com o médico sobre o início dos exames. Slide 5: sinais que pedem avaliação. Slide 6: convite para tirar dúvidas na consulta.

CTA
Envie para uma mulher que você ama.
Para quem
Mastologistas, ginecologistas e clínicas de imagem.
✓ Tom educativo, sem alarmismo, sem prometer cura e sem imagens de pacientes. Cite a fonte da pesquisa, conforme a Resolução CFM 2.336/2023.
Stories

Responda em uma palavra: mitos de saúde

“Médico, responda em uma palavra: protetor solar só na praia?”
Ver a pauta completa

Adaptação do trend "Answer in One Word". Sequência de 5 stories com perguntas comuns de pacientes e a resposta do médico em uma palavra na tela ("Não", "Depende", "Sempre"). No último story, um link para o post com a explicação completa e uma caixa de perguntas.

CTA
Mande a sua pergunta na caixinha.
Para quem
Dermatologistas, cardiologistas, pediatras e clínicas com equipe que grava stories.
✓ Respostas curtas não podem simplificar demais: sempre direcione para a explicação completa. Sem diagnóstico individual pela caixa de perguntas, conforme a Resolução CFM 2.336/2023.
Post estático

Como respondemos às suas avaliações

“Toda avaliação é lida por alguém da nossa equipe.”
Ver a pauta completa

Post institucional da clínica explicando o compromisso de responder avaliações em até três dias, com cordialidade e sem expor dados de saúde. Inclui a orientação de que a clínica nunca pede pagamento ou senha por mensagem, aproveitando o alerta do caso Sírio-Libanês.

CTA
Conte como foi a sua experiência no nosso perfil do Google.
Para quem
Clínicas, hospitais e consultórios com perfil ativo no Google.
✓ Não oferecer benefício em troca de avaliação, não publicar depoimento sobre resultado de tratamento e manter o sigilo do paciente nas respostas, conforme a Resolução CFM 2.336/2023 e a LGPD.

Aprendizado da semana

A IA lê sua clínica antes do paciente

Com o Ask Maps, o paciente pergunta e a IA responde com uma recomendação, não com uma lista. Ela lê o perfil do Google, o site e o tom das avaliações ao mesmo tempo. Isso muda a prioridade: não basta aparecer, é preciso ser fácil de recomendar. Categorias certas, horários atualizados, fotos reais, uma página para cada especialidade e respostas cordiais às críticas são o que faz a IA entender quem a clínica atende e como. É trabalho de base, ético e mensurável, e quem fizer primeiro sai na frente.

Pergunta para discutirSe um paciente perguntasse hoje à IA do Google qual clínica procurar, o que ela diria sobre a nossa?

Curadoria semanal da Beyond Marketing Médico. Todo conteúdo sugerido deve passar pela checagem da Resolução CFM 2.336/2023 antes de ser publicado.

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